A caixa da bilheteira
Vender à porta, com um diário de caixa que depois já não pode ser alterado.

A caixa destina-se à venda no local: à entrada, na mesa de acolhimento do jantar solidário, no cais de embarque. Funciona num navegador, num tablet ou num portátil. Este artigo explica o que é preciso em termos físicos, como decorre um dia na bilheteira desde a abertura até ao fecho, e porque é que nunca se pode apagar nada do diário de caixa.
Se, além de bilhetes, também vende bebidas e comida, leia Vendas no bar: imperiais, batatas fritas e taras passam pela mesma caixa, mas não geram bilhete.
O que é uma sessão de caixa?
Uma sessão é um turno numa caixa. Abre-se quando se começa e fecha-se quando se termina. Tudo o que acontece entretanto — vendas, dinheiro que entra ou sai da gaveta, correções — fica associado a essa sessão.
É exatamente disso que precisa quando, ao fim da noite, as contas da caixa não batem certo. Com três pessoas em duas caixas e uma única sessão, sabe apenas que faltam quarenta euros. Com uma sessão própria por caixa, sabe onde.
O que é preciso de antemão
- Um colaborador com a função bilheteira ou superior. Um dispositivo de leitura não abre a caixa; esse fica à entrada.
- Um tablet ou portátil com navegador e internet. Basta um tablet Android barato, tal como um iPad ou um portátil antigo.
- Produtos com preço de bilheteira. A caixa usa o preço do canal bilheteira, não o preço online. Consulte Produtos e preços.
- Uma gaveta de dinheiro ou um tabuleiro de caixa e trocos.
- Opcional: uma impressora de talões e um terminal de pagamento.
O que colocar fisicamente na mesa
Um tablet ou portátil com internet
A caixa é uma página web. Abre-se no navegador que já está instalado no dispositivo e inicia-se sessão com os dados habituais. Não há nada para instalar.
Isso também significa que é preciso internet durante a venda. Ao contrário da app de leitura à entrada, a caixa não funciona offline: é preciso criar um bilhete, e isso acontece no servidor.
Atenção: esta é a parte honesta. Se a rede falhar, não é possível vender nesse momento. Mais vale preparar-se do que esperar que corra bem:
- Tenha à mão um telemóvel com hotspot móvel como segunda ligação. Num recinto ao ar livre ou num salão paroquial, o 4G é muitas vezes mais fiável do que o wifi do local.
- Teste a ligação no sítio exato onde a mesa vai ficar.
- Se tudo falhar, venda durante uns momentos em papel — uma lista com tracinhos — e registe essas vendas na caixa mais tarde.
Uma gaveta de dinheiro ou um tabuleiro de caixa
Uma gaveta que fecha à chave é agradável, mas um tabuleiro de plástico para moedas comprado numa loja também cumpre a função. O que conta: o dinheiro está num só sítio, e nada sai sem ficar registado.
Trocos, e quanto
O dinheiro que se coloca na gaveta no início chama-se fundo de caixa ou saldo inicial. Esse valor é introduzido ao abrir a sessão; sem ele, a diferença no fim da noite não quer dizer nada.
Um exemplo para um jantar solidário com bilhetes de 5, 12 e 25 euros, com um fundo de caixa de 200 euros:
| Valor | Quantidade | Total |
|---|---|---|
| Nota de 10 | 6 | 60,00 |
| Nota de 5 | 10 | 50,00 |
| Moeda de 1 | 50 | 50,00 |
| Moeda de 0,50 | 40 | 20,00 |
| Moeda de 0,20 | 50 | 10,00 |
| Moeda de 0,10 | 100 | 10,00 |
| Total | 200,00 |
A regra por detrás desta distribuição: são precisas mais notas e moedas pequenas do que se pensa, e notas de 50 não são trocos, são um risco. Conte com cerca de um euro de fundo de caixa por visitante esperado quando vende sobretudo em numerário, e não hesite em retirar notas grandes da gaveta ao longo do dia — registe isso como saída da gaveta.
Uma impressora de talões
Não é obrigatória, mas dá jeito quando as pessoas querem um comprovativo. A caixa imprime em papel de talão de 58 mm, o rolo estreito que também se vê numa sandwicheria. Na prática funciona assim: clica em Imprimir talão, abre-se uma página de impressão numa nova janela, e o navegador do tablet envia-a para a impressora.
O talão inclui a discriminação do IVA por taxa, para que o contabilista possa usá-lo. Sem impressora? Envie os bilhetes por e-mail para o endereço indicado na venda, ou deixe o visitante fotografar os códigos QR no ecrã.
A caixa num iPad ou tablet, com a app
A caixa não tem de estar num navegador. A mesma app que a equipa de leitura usa à entrada também funciona num iPad ou num tablet Android, e a caixa está lá incluída. Abre-se com um toque, sem voltar a escrever a palavra-passe.
Numa bilheteira, isso faz mais diferença do que parece: não é preciso escrever um endereço web num teclado de tablet, não há uma janela do navegador que alguém feche sem querer, e o ecrã mantém-se ligado enquanto se vende.

O que é preciso
- Um iPad ou tablet Android. Também funciona num telemóvel, mas os botões dos produtos ficam pequenos; numa bilheteira, o ideal é um tablet.
- Wifi ou internet móvel. A caixa só funciona com ligação.
- A função bilheteira, administrador ou proprietário. Quem tem apenas a função Leitura de bilhetes não vê a caixa.
- Para aceitar cartões: um terminal de pagamento emparelhado com este dispositivo de caixa — ver mais abaixo.
- Uma gaveta de dinheiro e trocos, para quem paga em numerário.
Passo 1 — instalar a app e iniciar sessão
A app está na App Store e no Google Play. A forma de a instalar está explicada em App de leitura e equipa de controlo.
O início de sessão usa os mesmos três campos que na app de leitura: o código da organização, o endereço de e-mail e a palavra-passe. Não há uma conta de caixa à parte nem uma segunda palavra-passe.
Passo 2 — escolher: ler bilhetes ou caixa
Quem inicia sessão com a função bilheteira, administrador ou proprietário vê a app abrir num ecrã inicial com dois mosaicos grandes:
| Mosaico | O que obtém |
|---|---|
| Ler bilhetes | O ecrã de leitura à entrada: câmara ligada, leitura de códigos QR. Também funciona sem internet. |
| Caixa | A caixa da bilheteira completa dentro da própria app: botões de produtos, cesto, formas de pagamento, fecho do dia. |
Quem tem apenas a função Leitura de bilhetes não vê esse ecrã inicial. A app abre diretamente no ecrã de leitura, como sempre. Para a equipa de controlo não muda, portanto, nada.
Passo 3 — abrir a caixa
Toque em Caixa. Acontecem então três coisas seguidas, sem ser preciso fazer nada:
- A app inicia sessão na caixa com a conta que já está a ser usada na app. A palavra-passe não tem de ser escrita uma segunda vez.
- O tablet fica logo emparelhado com o dispositivo de caixa. Não é preciso copiar nenhum código de emparelhamento; a app trata disso sozinha.
- A caixa abre no mesmo idioma que a app.
No painel, o tablet aparece depois duas vezes em Caixa → Dispositivos: uma vez como Leitor e outra como Bilheteira. Não é um erro. A gaveta da caixa, o terminal de pagamento e o relatório Z pertencem ao dispositivo de bilheteira; é, portanto, com esse dispositivo que se emparelha um terminal.
A partir daí vende-se exatamente como descrito mais abaixo: abrir a sessão com um fundo de caixa, registar produtos, escolher uma forma de pagamento e, no fim do dia, o relatório Z.
O ecrã do tablet mantém-se ligado enquanto estiver na caixa. Não é preciso desbloqueá-lo a cada visitante.
Voltar à app
No topo da caixa está o botão Voltar à app. Um toque e regressa aos dois mosaicos; a partir daí passa para o ecrã de leitura.
Num tablet Android, o botão de retrocesso do dispositivo pede primeiro confirmação. É de propósito: assim não se fecha a caixa por engano enquanto está alguém à frente com um cesto registado a meio.
Internet: a diferença entre os dois mosaicos
- A leitura de bilhetes funciona sem internet. A app tem o seu manifesto e continua a ler.
- A caixa não funciona sem internet. É preciso criar um bilhete, e isso acontece no servidor.
Se a ligação cair enquanto está na caixa, a app di-lo claramente e pode voltar ao ecrã de leitura. Tal como numa caixa no navegador, tenha à mão um telemóvel com hotspot móvel como segunda ligação.
E se a caixa disser que a sessão expirou?
Não é preciso fazer nada. A app pede sozinha um novo início de sessão e continua onde estava. O link que usa para isso é de utilização única e válido durante sessenta segundos — de propósito, porque um link que continua a funcionar é uma chave esquecida por aí.
Se mesmo assim nada acontecer, volte ao ecrã inicial e toque outra vez em Caixa. Sempre que a app abre a caixa desta forma, isso fica registado no registo de atividade da organização, com o dispositivo e a hora.
Pagamento com cartão na bilheteira
Um terminal de pagamento é o pequeno aparelho onde o visitante encosta o cartão bancário. A caixa conhece três formas de receber um pagamento com cartão ou por app.
| Forma | O que é preciso | O que o visitante faz |
|---|---|---|
| Terminal de pagamento | Um terminal da Mollie, um leitor de cartões da Stripe ou um terminal da Worldline, emparelhado com o dispositivo de caixa | Encosta o cartão ao terminal |
| Bancontact Pay | Uma ligação ativa ao Bancontact Pro | Lê com a app do banco o QR que aparece no ecrã da caixa |
| Cartão (terminal externo) | Um terminal de pagamento do seu banco ou da Worldline, que já tem | Encosta o cartão a esse terminal |
O Bancontact Pay não exige mais nenhum equipamento: o QR aparece no ecrã que já tem. É o caminho mais barato para pagamentos sem dinheiro numa mesa onde só se está uma noite.
A caixa envia o valor automaticamente para um terminal da Mollie, um leitor da Stripe ou um terminal Android da Worldline emparelhado com esse dispositivo de caixa.
Tem um terminal de outro banco, ou um aparelho da Worldline que não pode ser emparelhado (como um Yomani)? Nesse caso, use "Cartão (terminal externo)". Assim, a caixa funciona com qualquer terminal de pagamento. A forma de o fazer está explicada a seguir.
Cartão num terminal externo (o seu banco, um Yomani)
Um terminal externo é um terminal de pagamento que não está emparelhado com a caixa, por exemplo um Worldline Yomani ou um terminal do seu banco. O valor é introduzido nele manualmente. A caixa conta então essa venda como pagamento com cartão, à parte do numerário.
Ativar uma vez (é o proprietário que o faz):
- Aceda a Definições → Pagamentos.
- Em baixo, em Na caixa: cartão num terminal externo, marque Mostrar o botão Cartão (terminal externo) na caixa.
A caixa passa a mostrar o botão Cartão (terminal externo). Se o dispositivo de caixa também tiver um terminal emparelhado da Mollie, da Stripe ou da Worldline, aparecem dois botões: Cartão (terminal) para o terminal emparelhado e Cartão (terminal externo) para o seu próprio aparelho.
Como cobrar:
- Registe os produtos e toque em Cartão (terminal externo).
- A caixa mostra o valor em tamanho grande. Introduza esse valor no terminal.
- O visitante paga com o cartão, o telemóvel ou o relógio.
- O terminal mostra aprovado? Toque então na caixa em O terminal mostra aprovado. Só nesse momento a caixa cria os bilhetes.
- Para o encontrar mais tarde, escreva os últimos 4 dígitos do cartão ou o número do talão do terminal no campo por baixo. É opcional.
O terminal recusa o cartão, ou o visitante desiste? Toque então em Recusado ou cancelado. Nada foi vendido, e o cesto continua lá.
Dica: toque em O terminal mostra aprovado apenas quando vir realmente essa palavra no terminal. A caixa não consegue ver o que se passa no seu terminal.
Estas vendas aparecem no relatório Z numa linha própria, Cartão (terminal externo), ao lado do numerário e de um terminal emparelhado. O valor não entra na gaveta: por isso, não o inclua na contagem da caixa. O contabilista compara-o com o extrato do seu terminal.
A forma de emparelhar um terminal, que leitor da Stripe comprar e em que países e moedas isso funciona está explicada em Emparelhar um terminal de pagamento.
Encomendar um terminal ao seu fornecedor de pagamentos
Um terminal não se compra nem se aluga a nós — encomenda-se à entidade que processa os seus pagamentos. Em traços gerais, o processo é sempre o mesmo:
- Inicia sessão no painel do seu fornecedor de pagamentos (a sua conta Mollie, a sua conta Stripe) ou telefona ao seu banco.
- Encomenda lá um terminal. Escolhe entre um aparelho fixo para o balcão e um aparelho móvel que se pode levar.
- O aparelho é-lhe enviado.
- Regista-o na sua conta seguindo os passos que o fornecedor envia. Na Mollie, o aparelho vem normalmente pré-configurado: liga-se à rede sem fios ou funciona por 4G.
- Emparelha-o com o dispositivo de caixa em Caixa → Dispositivos → Emparelhar um terminal: um terminal da Mollie escolhe-se na lista, um leitor da Stripe regista-se com o código que aparece no seu ecrã.
O que conseguimos verificar nos sites deles em setembro de 2026 — indicativo, confirme no site respetivo:
- A Mollie vende terminais próprios, numa versão fixa e numa versão móvel, que se encomendam no Mollie Dashboard. Indica disponibilidade para a Bélgica, os Países Baixos e a Alemanha.
- A Stripe vende vários leitores, que se encomendam através do Stripe Dashboard ou do seu departamento comercial. Os modelos disponíveis dependem do país; nem todos os modelos existem em todo o lado. A caixa controla o Stripe Reader S700/S710 e o BBPOS WisePOS E, na moeda do país da sua conta Stripe. Um leitor Bluetooth (M2, WisePad 3) não funciona com a caixa.
- A Worldline fornece terminais através do seu banco ou diretamente. A caixa controla os terminais Android da Worldline que correm a app Terminal API (como o Saturn 1000 e o S1U2). Peça à Worldline para ativar o Terminal API Cloud; recebe então uma chave de API, o seu UMID e o UTID do terminal.
- Os preços e prazos de entrega não constam das páginas públicas dos produtos. Só aparecem no seu próprio painel no momento da encomenda, e variam de país para país. Não parta, portanto, do princípio de que um valor lido algures se aplica ao seu caso, e para um evento na próxima semana não conte com um terminal que ainda tem de ser enviado.
Mais informação sobre fornecedores de pagamentos e custos em O que é um fornecedor de pagamentos, e para que serve? e Transferências e custos.
Uma única vez: emparelhar o tablet
Quem trabalha num navegador normal emparelha o tablet uma única vez com um dispositivo de caixa. Isso é feito por um proprietário ou administrador:
- Aceda a Caixa → Dispositivos e clique em Novo dispositivo. Dê-lhe um Nome ("Bilheteira esquerda"), escolha Bilheteira em Tipo e escolha o Local. Clique em Criar.
- Clique em Criar código de emparelhamento junto ao dispositivo. Aparece um código de seis caracteres, válido durante um quarto de hora.
- No tablet, abra Caixa no menu, escreva o código em Código de emparelhamento e clique em Emparelhar.
A partir daí, o tablet lembra-se sozinho do dispositivo a que pertence. Para vender sem dispositivo, clique em Continuar sem dispositivo: tudo funciona, exceto o terminal de pagamento.
Passo 1 — abrir a caixa
- Abra Caixa no navegador do tablet.
- Escolha o local, se tiver mais do que um. É isso que determina os produtos e os horários que aparecem.
- Introduza o fundo de caixa: o valor que acabou de colocar na gaveta.
- Clique em Abrir a caixa.
Quem trabalha com duas caixas lado a lado abre em cada uma a sua própria sessão, com o seu próprio fundo de caixa.

Passo 2 — vender
- Toque num botão de produto para registar uma unidade. Tocar outra vez faz duas.
- Nos produtos com horário, escolha a hora por baixo do botão. A caixa mostra o horário em curso e os seguintes, com o número de lugares livres. Os horários esgotados não aparecem.
- Com − e + ajusta a quantidade; com Limpar recomeça do zero.
- Código de desconto aplica um desconto repartido proporcionalmente pelas linhas.
- Nome e e-mail são opcionais. Se introduzir um endereço de e-mail, pode enviar os bilhetes por e-mail depois de cobrar.
A caixa calcula sozinha o IVA e o desconto. Os preços na bilheteira podem ser diferentes dos preços online; isso define-se com o canal Bilheteira no preço.
Passo 3 — escolher a forma de pagamento
| Botão | O que acontece |
|---|---|
| Numerário | Introduza o que recebeu, ou toque num valor rápido ou em Valor exato. Se deixar o campo vazio, a caixa assume o valor exato. O troco aparece em grande no ecrã. |
| Cartão | O valor aparece no terminal de pagamento junto à caixa. A caixa espera até o terminal indicar "pago". |
| Cartão (terminal externo) | Só se estiver ativado. Introduz o valor no seu próprio terminal e toca em O terminal mostra aprovado assim que este o indicar. |
| Bancontact Pay | Aparece um QR no ecrã da caixa. O visitante lê-o com a app do banco. |
| Vale-oferta | Escreva o código e clique em Resgatar. O saldo do vale é utilizado. |
| Grátis | Só aparece quando o total é zero: convidados, desconto total. |
Num pagamento com cartão ou QR pode sempre clicar em Cancelar pagamento. O cesto mantém-se; nada foi vendido e nada fica no diário.
Os bilhetes só existem depois de pagos. É de propósito: para dinheiro que talvez nunca chegue, não deve haver nenhum QR válido em circulação.
Um pagamento com cartão ou QR que fique pendente é abandonado automaticamente pela caixa ao fim de alguns minutos. O visitante pode então tentar de novo ou pagar em numerário.
Depois de cobrar
Os códigos QR aparecem logo no ecrã. Além disso:
- Imprimir talão abre o talão de caixa numa nova janela. Esse é o original; cada impressão seguinte do mesmo talão passa a ser uma cópia (ver mais abaixo).
- Enviar por e-mail para … envia os bilhetes com QR para o endereço indicado.
- Próximo visitante limpa o ecrã.
Atenção: a app de leitura à entrada só conhece um bilhete depois de atualizar o seu manifesto. Caso contrário, quem acabou de comprar na bilheteira e vai logo para a entrada recebe INVÁLIDO. Atualize o manifesto no dispositivo de leitura depois de uma venda destas; consulte App de leitura e equipa de controlo.
Passo 4 — dinheiro que entra e sai da gaveta
Em baixo no ecrã, em Gaveta, regista-se o que acontece fora das vendas: acrescentar trocos, retirar notas grandes, pagar uma despesa. Introduza o valor e um motivo e clique em Entrada ou Saída.
E faça-o mesmo. Uma nota de dez euros que sai da gaveta sem registo torna-se, no fim da noite, uma diferença de caixa que já ninguém consegue explicar.
Passo 5 — o fecho do dia
São os cinco minutos que nunca se podem saltar.
1. Contar
Esvazie a gaveta e conte o dinheiro. Conte-o duas vezes, de preferência com outra pessoa a fazer a segunda contagem. Não retire ainda o fundo de caixa: a caixa faz isso sozinha.
2. Comparar
Em baixo no ecrã, em Gaveta, aparece Esperado na gaveta: o que, segundo a caixa, lá deve estar. Compare com a sua contagem. A diferença é a diferença de caixa.
Tente explicá-la antes de fechar. As quatro causas mais frequentes:
- troco mal dado;
- dinheiro retirado da gaveta sem registo;
- uma venda paga em numerário mas registada como cartão;
- uma venda que nem sequer foi registada — o que dá uma sobra.
Se não encontrar a causa logo, deixe ficar. Uma diferença de caixa é guardada, não apagada. Uma falta de dois euros é informação: só se percebe quando vai no mesmo sentido vários dias seguidos.
3. Preencher e fechar
Escreva em Contado na gaveta o valor que contou. Se souber de onde vem uma diferença, indique-o em Observação ao fechar. Clique em Fechar a caixa (relatório Z) e confirme.
O relatório Z que fica assim registado contém o volume de vendas por taxa de IVA, o volume de vendas por forma de pagamento e a diferença de caixa. Recebe um número (Z-1, Z-2, …) e não pode ser alterado depois disso. A caixa mostra imediatamente o número e a diferença de caixa.
Um proprietário ou administrador encontra em Caixa → Sessões de caixa cada turno com o respetivo saldo inicial e final. A diferença de caixa aparece a vermelho quando há falta e a laranja quando há sobra:

Uma correção
Quando se vende algo por engano, não se apaga nada do diário de caixa.
- Ainda não foi cobrado? Retire a linha com − ou recomece com Limpar. Ainda não há nada no diário.
- Uma consumação já cobrada? Anule-a com Devolver; consulte Vendas no bar.
- Uma venda já cobrada? Anule a venda inteira com Anular. A forma de o fazer está explicada a seguir.
Assim, as contas da caixa continuam certas e, mais tarde, sabe-se porque saiu dinheiro da gaveta.
Anular uma venda
Cobrou uma venda que não está certa — um bilhete errado, registado duas vezes, um visitante que afinal não quer entrar? Então anule-a. A venda não desaparece. É acrescentado ao diário de caixa um lançamento de anulação: os mesmos valores em negativo, com o seu nome, o motivo e uma referência à venda original. É o que a lei das caixas registadoras exige.
Quem o pode fazer?
- O proprietário e um administrador podem sempre.
- Um colaborador com a função Bilheteira só se o proprietário lhe tiver dado esse direito à parte. O proprietário faz isso em Definições → Colaboradores: abra o colaborador e clique em Pode anular vendas na caixa. Consulte Colaboradores e funções.
Quem não tem esse direito não vê o botão Anular.
Como fazer
- Certifique-se de que a caixa está aberta. A anulação é registada na gaveta que está aberta agora, mesmo que a venda tenha sido ontem.
- Por baixo do cesto está o bloco Vendas recentes, com os últimos talões
desta gaveta. Se o talão não estiver lá, escreva o número no campo
Procurar número de talão. O número está no topo do talão de caixa, por
exemplo
POS-260924-AB12CD; basta uma parte do número. - Clique em Anular junto ao talão.
- Leia o que a caixa diz sobre o dinheiro:
- Numerário: devolva o valor a partir da gaveta. A caixa desconta-o do valor que deve estar na gaveta.
- Cartão ou Bancontact Pay: o dinheiro volta automaticamente para a conta do visitante, através do fornecedor de pagamentos. Não devolva nada em numerário. Normalmente chega à conta dele ao fim de alguns dias úteis.
- Cartão (terminal externo): reembolse o valor no seu próprio terminal, para o mesmo cartão. Escolha aí a opção de reembolso (muitas vezes Refund ou Reembolso). Não devolva nada em numerário; a gaveta fica como está.
- Vale-oferta: o valor volta para o vale.
- Passe com saldo: o valor volta para o passe.
- Escreva um motivo, por exemplo "registado por engano". É obrigatório e fica no diário de caixa.
- Clique em Sim, anular a venda.
- Se o visitante quiser um comprovativo, clique em Imprimir talão de anulação. Esse talão tem a palavra ANULAÇÃO e os valores em negativo.
O que mais acontece automaticamente:
- Os bilhetes da venda deixam de ser válidos. São recusados à entrada, mesmo que o código QR já tenha sido impresso.
- Os lugares num horário ou no dia de um evento ficam de novo livres. Se um bilhete já tiver sido lido, esse lugar continua ocupado: esse visitante entrou, e vender de novo o lugar dele daria uma sobrelotação.
- Se tiver sido vendido um vale-oferta ou um passe anual, este é bloqueado ou cancelado.
- Um código de desconto deixa de contar na coluna Utilizado.
- Se o visitante recebeu uma fatura, recebe uma nota de crédito.
Quando não é possível
- Um vale-oferta da venda já foi utilizado (total ou parcialmente).
- Não há nenhuma caixa aberta.
- O fornecedor de pagamentos recusa o reembolso. Nesse caso não acontece nada: a venda mantém-se, e o motivo aparece no topo do ecrã.
Reimprimir um talão
A primeira impressão de um talão é o original. Cada impressão seguinte do mesmo talão é uma cópia: no topo e no fundo aparece em grande CÓPIA, com um número sequencial e o momento da impressão. É o que a lei das caixas registadoras exige. Só pode existir um original, para que ninguém possa devolver a mesma compra duas vezes com um segundo talão.
Para imprimir uma cópia:
- Procure o talão em Vendas recentes, ou escreva o número em Pesquisar número do talão.
- Clique em Cópia. O talão abre numa nova janela e segue para a impressora.
No próprio talão existe também um botão Imprimir uma cópia. Cada cópia fica no registo de atividade, com o nome de quem a imprimiu.
Porque é que o diário de caixa não pode ser alterado
Cada movimento — uma venda, uma correção, a abertura e o fecho da sessão, dinheiro que entra e sai da gaveta — fica no diário de caixa. Esse diário só cresce: as linhas nunca são alteradas nem apagadas.
Cada linha tem um número sequencial estritamente crescente por organização e uma referência à linha anterior. Quem alterasse depois uma única linha quebraria essa cadeia, e isso fica visível.
Porque é que isto é tão rigoroso: uma caixa da qual as coisas podem desaparecer não prova nada. O volume de vendas diário dessa caixa é uma afirmação, não um dado — para o contabilista, para a direção e numa fiscalização.
O diário pode, no entanto, ser exportado: um proprietário ou administrador clica em Exportar diário em Caixa → Sessões de caixa, escolhe um dia e o formato CSV (para o contabilista). O CSV abre no Excel. O ficheiro inclui a cadeia de hashes, para que quem o recebe possa verificar por si que nada foi retirado.
Clientes alemães: KassenSichV
Quem vende na Alemanha está abrangido pela Kassensicherungsverordnung. Esta exige exatamente o que está descrito acima: inalterável, por ordem e assinado por uma TSE. A ligação faz-se em Definições → Conformidade da caixa (DE); consulte Caixa na Alemanha: TSE e KassenSichV. Para clientes belgas e neerlandeses não muda nada.
Erros frequentes
- Deixar o fundo de caixa a zero. Assim, qualquer diferença de caixa no fim da noite não faz sentido. Conte os trocos e introduza o valor.
- Esquecer-se de fechar. A sessão fica aberta até alguém a fechar, nem que seja dois dias depois. Feche todos os dias: assim ainda é possível perceber de onde vem uma diferença.
- Trabalhar com uma única sessão para três caixas. Sabe-se que falta alguma coisa, mas não onde.
- Tirar dinheiro da gaveta sem o registar. Use Gaveta → Saída, também para aqueles cinquenta euros que vai "repor daqui a pouco".
- Contar com um terminal que acabou de ser encomendado. Os prazos de entrega variam por país e por fornecedor. Encomende com semanas de antecedência.
E se …
E se a rede falhar durante a venda?
Nesse momento não é possível registar vendas. Mude para o hotspot móvel. Se também isso não funcionar, anote as vendas em papel e registe-as assim que voltar a estar online. Entretanto, a app de leitura à entrada continua a funcionar normalmente com o seu manifesto.
E se não aparecer o botão Cartão (terminal externo)?
Então ainda não está ativado. Peça ao proprietário para o ativar em Definições → Pagamentos, no fundo da página.
E se o terminal não fizer nada?
Verifique duas coisas: há um terminal emparelhado com este dispositivo de caixa (Caixa → Dispositivos), e a ligação à Mollie ou à Stripe está ativa em Pagamentos? Além disso, um leitor da Stripe tem de estar ligado e ter internet; num terminal da Worldline, a nuvem na app Terminal API tem de estar verde. Quem trabalha "sem dispositivo" não tem terminal — este pertence sempre a uma caixa específica.
E se o tablet tiver perdido o emparelhamento?
Crie um novo código de emparelhamento no painel e escreva-o no tablet. O emparelhamento antigo deixa de valer assim que o novo for usado. Um código de emparelhamento tem seis caracteres, é válido durante um quarto de hora e só funciona uma vez.
E se me esquecer de fechar?
Feche na mesma. O relatório Z conta com tudo o que lá está, mesmo que sejam dois dias. A diferença fica mais difícil de explicar, mas está lá.
Perguntas frequentes
É possível usar a caixa sem criar um dispositivo? Sim. Escolha Continuar sem dispositivo para uma caixa extra num dia de muito movimento. Tudo funciona, exceto o terminal de pagamento emparelhado — esse pertence a um dispositivo específico. O Cartão (terminal externo) funciona.
A caixa funciona com o meu próprio terminal da Worldline ou do meu banco? Sim, com qualquer terminal de pagamento. Um terminal Android da Worldline pode ser emparelhado; consulte Emparelhar um terminal de pagamento. Qualquer outro terminal usa-se com Cartão (terminal externo); consulte Cartão num terminal externo acima.
É possível vender em duas caixas ao mesmo tempo? Sim. Cada caixa tem a sua própria gaveta e o seu próprio relatório Z. Os lugares num horário são reservados a cada venda, por isso duas caixas nunca podem vender as duas o último lugar.
É preciso ter uma impressora de talões? Não. Pode enviar os bilhetes por e-mail ou deixar fotografar os códigos QR no ecrã. Uma impressora é útil quando os visitantes esperam um comprovativo em papel.
É possível reimprimir um talão? Sim, como cópia. No bloco Vendas recentes, clique em Cópia junto ao talão. Fica então com a indicação CÓPIA, como exige a lei das caixas registadoras; consulte Reimprimir um talão acima.
O dinheiro de um pagamento com cartão chega de imediato? Não, passa pelo fornecedor de pagamentos e chega à sua conta alguns dias úteis depois. Consulte Transferências e custos.
É possível ler bilhetes e vender com o mesmo tablet? Sim. É para isso que servem os dois mosaicos. Com Voltar à app no topo da caixa vai para o ecrã inicial e daí para o ecrã de leitura; voltar é igualmente rápido. Se houver fila à porta, mais vale pôr um segundo dispositivo a ler bilhetes — cada troca custa alguns segundos.
Ainda é preciso introduzir um código de emparelhamento na app? Não. A app emparelha sozinha o tablet com o dispositivo de caixa assim que toca em Caixa. Um código de emparelhamento só é necessário quando a caixa é aberta num navegador normal.
Atualizado em 2026-10-02
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